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	<title>Jornal Voz Livre</title>
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	<description>Liberdade de Expressão</description>
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		<title>Grécia: explosão social?</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Apr 2013 01:52:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vozlivre</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Noticias]]></category>
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		<description><![CDATA[Face às declarações do presidente da Grécia, a última personalidade a prever uma «explosão social» no país, colocar a seguinte questão parece ser uma boa ideia: perante uma crise contínua, qual a possibilidade de uma escalada da revolta? Por Thrasybulus «Estaremos perante uma explosão social...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Face às declarações do presidente da Grécia, a última personalidade a prever uma «explosão social» no país, colocar a seguinte questão parece ser uma boa ideia: perante uma crise contínua, qual a possibilidade de uma escalada da revolta? Por Thrasybulus</p>
<p><a href="http://www.zeitgeist.pt/wp-content/uploads/2013/04/GBPEUR_Exchange_Rate_Greece.jpg"><img src="http://www.zeitgeist.pt/wp-content/uploads/2013/04/GBPEUR_Exchange_Rate_Greece-150x150.jpg" alt="GBPEUR_Exchange_Rate_Greece" width="150" height="150" /></a></p>
<p>«Estaremos perante uma explosão social caso mais pressão seja exercida sobre a sociedade». O presidente grego juntou-se a um rol de comentadores, políticos, manifestantes e sindicalistas que prevêem uma «explosão social» no país, uma previsão já repetida por muitas vezes. Embora não acrescentem grandes detalhes, todos estão certos de uma coisa: a erupção está próxima. Ao assistirmos à situação na Grécia, estaremos nós perante uma sociedade prestes a explodir?</p>
<p>Há um ano atrás, parecia que a explosão havia deflagrado. A 12 de Fevereiro de 2012, a Grécia experienciou uma revolta intensa, à medida que mais uma série de medidas de austeridade era aprovada pelo parlamento. Numa vasta área de Atenas, bancos e prédios arderam. Noutras regiões da Grécia, esquadras [delegacias] de polícia e gabinetes oficiais foram atacados, tendo-se verificado tentativas de ocupação de edifícios públicos e confrontos com forças policiais. Mais do que nunca, havia um apoio a estas ações militantes, algo que, perante o alastrar da revolta, parecia corresponder a um passo à frente dos anteriores protestos e revoltas contra a austeridade.</p>
<p>As recentes manifestações durante a greve geral constituíram, pelo contrário, pouco mais que marchas entre um ponto A e um ponto B. Tal aconteceu, em particular, com a última manifestação de 20 de Fevereiro. Após quase 30 greves gerais ao longo dos últimos 3 anos, estes dias parecem resumir-se a uma rotina repetitiva, para a qual já não há paciência. Poucos esperam alguma mudança de uma greve de 24 horas ou de uma manifestação. Desde Fevereiro de 2012, as previsões de uma explosão social nas ruas falharam.</p>
<p>A onda de protestos e de ocupações de praças públicas verificada em 2011 não constituiu igualmente um traço dos últimos 12 meses. A ocupação da Praça Syntagma em Junho e Julho de 2011 atraiu largas multidões de pessoas interessadas em formas de protesto não controladas pelos sindicatos. Após o despejo da acampada de Syntagma, o movimento deixou de ter uma presença efetiva. Embora muitas assembleias de bairro, algumas das quais com raízes anteriores a Dezembro de 2008, estejam ativas por todo o país, elas são, em larga escala, uma reserva de ativistas. A aparente derrota do movimento de Syntagma sob gás lacrimogéneo e o poder dos bastões terá originado uma certa desilusão e prevenido protestos fora do tradicional quadro sindical.</p>
<p>O Estado tem igualmente realizado um árduo trabalho na prevenção de uma escalada da revolta. Em certos aspetos, este objetivo foi igualmente cumprido pelas previsões de uma explosão, as quais, aliadas à retórica anti-imigração, serviram como um importante instrumento ao longo do processo eleitoral do ano passado. A advertência de um eventual aumento da revolta social revelou-se uma espécie de motor da lógica «Lei e Ordem» do atual governo. As próprias eleições vieram retirar algum ímpeto das ruas, à medida que algumas franjas da sociedade se voltavam para a política eleitoral. Não obstante, o Estado grego teme claramente uma futura escalada da revolta social, realizando esforços no sentido de a combater. Todas as grandes manifestações são agora confrontadas com massivas operações policiais, canhões de água e prisões preventivas, a acrescentar aos recentes casos de tortura policial sobre ativistas, indícios de um Estado mais repressivo. O centro de Atenas assemelha-se a uma cidade ocupada sob constante e compacta presença policial, nomeadamente das unidades de intervenção, permanentemente estacionadas em pontos específicos, e das forças especiais DELTA/DIAS. Por fim, como se já não fosse demasiado, circulam rumores de contratos assinados entre o Estado grego e empresas mercenárias, como a Blackwater.</p>
<p>Paralelamente à repressão estatal, os últimos doze meses foram igualmente marcados pela emergência do partido de extrema-direita Aurora Dourada (AD), tornando a situação ainda mais perigosa. O terceiro lugar obtido nas eleições foi sucedido por uma onda de ataques racistas. Cada vez mais ousada e próxima de forças policiais e estatais, a extrema-direita grega tornou-se na principal ameaça à classe operária.</p>
<p>Apesar da tal explosão social não se ter (ainda) verificado, bem como da ausência de cobertura por parte da comunicação social, muita coisa está a acontecer na Grécia. A data de 12 de Fevereiro foi novamente significativa, dado o arranque da produção da <a href="http://pt.indymedia.org/conteudo/destacada/24753">fábrica Vio.Me</a> sob controlo dos trabalhadores. À medida que cada vez mais trabalhadores perdem os seus empregos ou são sujeitos a salários em atraso, este exemplo assume alguma relevância. Distantes das greves gerais simbólicas, constatamos a maior determinação de outro tipo de ações políticas nos locais de trabalho. Por já duas vezes, o governo foi obrigado a recorrer a forças policiais e à ameaça de prisões em massa para pôr fim às greves dos trabalhadores do metro e dos portos. Noutro âmbito, <a href="http://pt.indymedia.org/conteudo/destacada/24703">a luta na defesa de centros sociais e de ocupações</a> continua. A tentativa de reocupação da Villa Amalias e da Skaramanga, as quais contaram com uma simpatia generalizada, demonstra como diversas franjas da sociedade se encontram envoltas numa resistência ativa.</p>
<p>Ao olhar o estado da Grécia, deparamo-nos com uma taxa de desemprego de 27% (mais de 55% entre menores de 25 anos), com cerca de 30% da população a viver abaixo do limiar de pobreza, com o anúncio do aumento de impostos e de previsões da subida de desemprego e com prisões sobrelotadas. As pessoas estão certamente zangadas. Porém, cinco longos anos de recessão económica fazem com que elas se encontrem igualmente cansadas e desesperadas. O período após 12 de Fevereiro de 2012 demonstra o quão é difícil assumir um cenário de escalada da explosão social. Sob o crescente espectro negro do fascismo, o Estado poderá eventualmente sufocar a agitação o tempo suficiente para que as pessoas desistam e desesperem. Face à contínua deterioração das condições de vida, uma explosão é provável, mas não inevitável. Em suma, tudo o que podemos afirmar é que não temos ideia alguma do que vai acontecer de seguida.</p>
<p>Traduzido por <a href="http://passapalavra.info/">Passa Palavra</a> a partir <a href="http://libcom.org/blog/greece-social-explosion-03032013">daqui</a>.</p>
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		<title>Greve Geral de novembro: Carga Policial</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Nov 2012 03:41:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vozlivre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Imprensa]]></category>

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		<description><![CDATA[O balanço da manifestação dá conta de sete manifestantes detidos (já constiuídos arguidos) pelo crime de desobediência, que serão presentes amanhã em tribunal. As autoridades registaram ainda 48 feridos &#8211; 21 elementos da PSP e 27 manifestantes. A polícia deteve também para identificação 15 jovens...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p id="NewsSummary"><strong>O balanço da manifestação dá conta de sete manifestantes detidos (já  constiuídos arguidos) pelo crime de desobediência, que serão presentes  amanhã em tribunal. As autoridades registaram ainda 48 feridos &#8211; 21  elementos da PSP e 27 manifestantes. A polícia deteve também para  identificação 15 jovens junto à estação dos comboios do Cais do Sodré,  após a segunda carga de hoje sobre os manifestantes, que tinham sido  repelidos da praça junto ao Parlamento.</strong></p>
<div>
<p><strong>Ânimos exaltaram-se às 17:00</strong></p>
<p>Durante a tarde os manifestantes concentrados à frente da Assembleia da   República  derrubaram as barreiras de proteção colocadas junto à  escadaria e arremessaram objetos, incluindo pedras da calçada e balões  cheios de tinta, para a polícia.</p>
<p>Os ânimos exaltaram-se cerca das 17:00 depois de terminada a  manifestação da CGTP, tendo os manifestantes escrito no chão palavras de  ordem e gritado &#8220;os ladrões estão lá dentro, a polícia está cá fora&#8221;.</p>
<p>Depois  de derrubadas as barreiras os manifestantes conseguiram subir sete ou  oito degraus da escadaria, mas a PSP reforçou de imediato o policiamento  com elementos do corpo de Intervenção e do grupo cinotécnico (agente e  cão), formando duas barreiras de proteção.</p>
<p>Contudo, os  manifestantes tentaram furar o cordão policial ao mesmo tempo que eram  arremessadas pedras e garrafas contra os elementos do corpo de  intervenção.</p>
<p>Algumas das pedras arremessadas pelos manifestantes  fizeram ricochete nos escudos da polícia acabando por atingir algumas  das pessoas que se manifestam junto à Assembleia da República.</p>
<p>Durante estes incidentes foram ouvidos alguns petardos.</p>
<p>A  polícia tem respondido com bastonadas para afastar os manifestantes que  se encontram na primeira linha. A meio da escadaria está um elemento da  polícia a filmar a manifestação, concentrando-se na zona de onde são  atiradas as pedras e garrafas.</p>
<p><strong>Carga policial às 18:20</strong></p>
<p>A polícia iniciou cerca das  18:20 uma carga contra os manifestantes que  se encontram junto à  Assembleia da República, utilizando bastões e cães  para afastar as  pessoas da escadaria. Os elementos do corpo de  intervenção da PSP,  depois de ter avisado por megafone os manifestantes  para dispersarem,  desceram as escadas e avançaram com bastões para os  manifestantes que  atiravam pedras da calçada contra as forças policiais  desde as 17:00.  Depois da carga policial, numa das ruas adjacentes ao  Parlamento, foram  incendiados contentores do lixo.</p>
<p>Em resultado dos confrontos  houve várias detenções e vários  feridos, entre polícias e manifestantes  estando neste momento varias  artérias daquela zona de Lisboa cortadas.</p>
<p>Segundo  o subcomissário  Jairo Campos, porta-voz do Comando Metropolitano de  Lisboa, a carga  policial sobre os manifestantes ocorreu devido ao  constante arremesso de  pedras contra os elementos do corpo de  intervenção.</p>
<p>Adiantou que a  carga policial foi &#8220;a medida mais  adequada para poder por termo á  integridade física dos agentes que  estavam na primeira linha e que foram  provocados durante 45 minutos&#8221;</p>
<p>A  PSP ainda não tem o balanço do  número de detidos e de feridos, estando  ainda a apurar esses dados.  Segundo a PSP, várias ambulâncias do INEM  estão a caminho do hospital.</p>
<p>O subcomissário Jairo Campos disse que após a carga policial os ânimos ficaram mais calmos.</p>
<p>Ainda   segundo o subcomissário antes da carga policial, a PSP advertiu os   manifestantes que a carga ia acontecer e momentos depois lançou três   bombas de indicação de desordem pública.</p>
<p>Os agentes policiais   avançaram em direção aos manifestantes dispersando-os em poucos minutos.   As pessoas fugiram para as ruas em redor do Parlamento.</p>
<p>Em   algumas dessas ruas foi ateado fogo a contentores do lixo que continuam a   arder. Na avenida D.Carlos I há vários caixotes do lixo e vidrões em   chamas.</p>
<p>Os manifestantes concentraram-se no final da avenida já   perto do largo de Santos, junto ao Regimento de Sapadores de Bombeiros   de Lisboa.</p>
<p style="text-align: right;">Fonte:  <a class="alignright" href="http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2886121&amp;page=-1" target="_blank">Diário de Notícias</a></p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/75QsP-UNgJU" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/75QsP-UNgJU"></embed></object></p>
<p><strong>Um dos cidadãos presentes deixou este relato dos acontecimentos no facebook, estando o mesmo a ser espalhado pelas redes sociais:</strong></p>
</div>
<blockquote>
<h5>AQUILO QUE HOJE SE PASSOU, DO PONTO DE VISTA DE UM MANIFESTANTE PACÍFICO:<br />
Para que não vinguem as mentiras da Administração Internas aqui têm o  meu relato do que realmente se passou em frente à assembleia.<br />
Sim, é  verdade que cerca de 20 a 30 pessoas passaram mais de uma hora a atirar  petardos, pedras e garrafas à polícia. Por essa razão, os outros 99% de  CIDADÃOS PACÍFICOS mantiveram a devida distância, para nem serem  confundidos nem fazerem parte da acção de alguns animais. A certa  altura, as pessoas perceberam que algo se estava a passar. Demasiadas  movimentações de polícia na Assembleia demasiado organizadas.<br />
Cá em  baixo, numa das laterais um grupo de polícia à paisana abandona  rapidamente a manifestação. Mais tarde, as televisões diriam que as  pessoas foram avisadas para dispersar. Cá de baixo, posso-vos dar uma  certeza, nenhuma pessoa com uma audição normal ouviu um único aviso.<br />
A polícia disparou cerca de 4 a 6 petardos pela manifestação e  carregou. Como estávamos todos bem afastados, os CIDADÃOS PACÍFICOS não  fugiram. Mas quando vi um pai a fugir com o filho no colo e a levar  bastonadas percebi que quem estava atrás das viseiras já não eram  pessoas.<br />
Fugimos, mas por mais rápidos que tentássemos ser, eram  pessoas a mais para conseguirem ser mais rápidas que a polícia.  Felizmente não recebi carga, infelizmente porque atrás de mim tinha um  escudo humano a tentar fugir. Ao meu lado, um senhor tentava fugir com a  mulher de cerca de 50 anos, que chorava com a cara cheia de sangue.  Não, esta senhora não levou com pedras dos manifestantes. Esta senhora  estava cá atrás. Esta senhora levou com um cassetete.<br />
Fugimos para  uma rua afastada, onde pensávamos estar todos seguros e mostrar à  polícia que não queríamos estar na confusão, nós os CIDADÃOS PACÍFICOS.  Nada nos valeu, pois a polícia perseguiu as pessoas pelas várias ruas em  redor da Assembleia, carregando em todos. O que me safou foi uma porta  aberta de um prédio, onde me refugiei com mais 8 CIDADÃOS, incluindo  jornalistas da Lusa. O que lá fora se passava era incrível. Uma senhora  de idade que chegava a casa tentava entrar no seu prédio mas a polícia  gritava-lhe para que descesse a rua.<br />
Só mais de 30 minutos depois  conseguimos sair e o que mais me impressionou foi a quantidade de sangue  que havia pelos passeios, bem longe da Assembleia.<br />
NÃO ACREDITEM EM  MENTIRAS. ERA POSSÍVEL NÃO TER PERSEGUIDOS CIDADÃOS PACÍFICOS QUE  FUGIAM POR RUAS AFASTADAS MAIS DE 200 METROS DA ASSEMBLEIA.<br />
Mesmo quando estava “barricado” no prédio, mesmo com a porta fechada tive, pela primeira vez, muito medo da polícia.<br />
O que sinto agora não é nem raiva, nem revolta. É um vergonha enorme e uma imensa e profunda TRISTEZA.<br />
É assim que se tira a vontade ao povo civilizado de se manifestar. Tira-se-lhe a esperança.</h5>
</blockquote>
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		<title>Movimento Zeitgeist na Primavera Global</title>
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		<pubDate>Tue, 22 May 2012 03:53:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vozlivre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Publicações]]></category>

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		<description><![CDATA[O Movimento Zeitgeist e a Futuragora – Associação para a Economia Baseada nos Recursos estiveram presentes na Primavera Global PT. Tratou-se de um evento organizado por várias entidades, associações e grupos que promoveram 4 dias de assembleias, reuniões, filmes, debates, workshops e actividades.  Segundo a...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Movimento Zeitgeist e a Futuragora – Associação para a Economia  Baseada nos Recursos estiveram presentes na Primavera Global PT.  Tratou-se de um evento organizado por várias entidades, associações e  grupos que promoveram 4 dias de assembleias, reuniões, filmes, debates,  workshops e actividades.  Segundo a organização desse eventos trata-se  de um movimento que tem integrado vários grupos que surgiram nas  manifestações dos indignados e da Plataforma 15 de outubro.</p>
<p><a href="http://www.zeitgeistportugal.com/wp-content/uploads/2012/05/primaver-123-zm.jpg"><img title="primaver 123 zm" src="http://www.zeitgeistportugal.com/wp-content/uploads/2012/05/primaver-123-zm-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" /></a>Durante  o evento que decorreu no Parque Eduardo VII, em Lisboa, foram passados  três filmes do Zeitgeist / Projecto Vénus em horário noturno.  Ouve  algum sucesso na consciencialização subjacentes às propostas promovidas  pelas nossas organizações. Foram: Zeitgeist Addendum, Zeitgeist: O  Futuro é Agora, e Projecto Vénus Paraíso ou esquecimento</p>
<p>Esteve presente a bicicleta geradora da Futuragora, projecto  demonstrativo de reciclagem e sustentabilidade. Ainda que não fosse  capaz de sustentar todas as necessidades energéticas do eventos foi  suficiente para projectar os filmes e manter um computador activo.</p>
<p><a href="http://www.zeitgeistportugal.com/wp-content/uploads/2012/05/bicicleta-geradora-primave5ra.jpg"><img title="bicicleta geradora primave5ra" src="http://www.zeitgeistportugal.com/wp-content/uploads/2012/05/bicicleta-geradora-primave5ra-300x225.jpg" alt="" width="247" height="185" /></a></p>
<p><a href="http://www.zeitgeistportugal.com/wp-content/uploads/2012/05/primavzm1.jpg"><img title="primavzm" src="http://www.zeitgeistportugal.com/wp-content/uploads/2012/05/primavzm1-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Uma economia baseada em recursos: um estudo da vida real de culturas isoladas.</title>
		<link>http://www.vozlivre.org/2012/03/uma-economia-baseada-em-recursos-um-estudo-da-vida-real-de-culturas-isoladas/</link>
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		<pubDate>Sat, 24 Mar 2012 19:08:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vozlivre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>

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		<description><![CDATA[Um documentário da BBC sobre o Pacífico Sul mostrou diferentes ilhas isoladas neste oceano e como os seu povos conseguiram sobreviver com pouco ou nenhum contato com o mundo moderno. A fascinante Ilha de Páscoa com as suas famosas estátuas de pedra designadas &#8216;Moai&#8217; foi...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um documentário da BBC sobre o Pacífico Sul mostrou diferentes ilhas  isoladas neste oceano e como os seu povos conseguiram sobreviver com  pouco ou nenhum contato com o mundo moderno.<br />
A fascinante Ilha de Páscoa com as suas famosas estátuas de pedra designadas &#8216;Moai&#8217; foi um dos cenários apresentados.</p>
<p>A Ilha de Páscoa florescia, nas suas fases iniciais do estabelecimento  humano, com largas florestas e colónias de aves de grande porte. Mas,  através da desflorestação e da caça excessiva de pássaros, a maior parte  da floresta exuberante e todas as aves terrestres foram extintas. A  desflorestação foi forçada principalmente pela concorrência entre as  tribos nativas sobre qual criaria a estátua imponente de pedra, uma vez  que as árvores eram necessárias para transportar as estátuas sobre a  ilha. Esta ignorância do conceito de conservação dos recursos existentes  teve um impacto extremo na sobrevivência dos habitantes nativos e das  gerações vindouras.</p>
<p>O documentário seguiu com a estudo de uma  outra ilha isolada no Pacífico Sul chamada Anuta. A Ilha de Anuta tem  quase as mesmas condições que a Ilha de Páscoa, sendo isolada e  vulnerável com os seus recursos limitados. A diferença entre Anuta e a  Ilha de Páscoa é principalmente a atitude cultural. Enquanto as culturas  mais antigas da Ilha de Páscoa tiveram uma atitude competitiva entre si  e pouco respeito pelos recursos existentes, a população de Anuta tem a  oposta. A preocupação com os outros é a espinha dorsal do povo de Anuta.  Eles têm uma filosofia chamada &#8216;Aropa&#8217;, que é um conceito para dar e  partilhar com os outros e uma orientação para saber como nos tratarmos  uns aos outros. Um exemplo desta filosofia é que cada família na ilha  recebe uma unidade de terra para cultivar alimentos para si e para  aqueles à sua volta. Eles estão bem conscientes dos recursos escassos e  da importância de cuidar do outro. Eles sabem o que eles têm de fazer  para sobreviver e prosperar.</p>
<p>É bastante óbvio que a atitude  cultural de Anuta é a mais sustentável. Os fatos e exemplos da vida real  estão lá. Concorrência e crescimento infinito dentro de um sistema  finito foram, são e nunca serão sustentáveis. Se pudéssemos aprender com  as experiências sobre estas ilhas isoladas, poderíamos mudar a  destruição inevitável da nossa ecologia, que tem sido criada por nós  através do sistema monetário atual.</p>
<p>fonte:<a rel="nofollow nofollow" href="http://blog.thezeitgeistmovement.com/blog/mikael-wafin/resource-based-economy-real-life-study-isolated-cultures" target="_blank">http://blog.thezeitgeistmovement.com/blog/mikael-wafin/resource-based-</a></p>
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		<title>Greve Geral de Março: Violência Policial</title>
		<link>http://www.vozlivre.org/2012/03/greve-geral-de-marco-violencia-policial/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Mar 2012 05:36:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vozlivre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Imprensa]]></category>

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		<description><![CDATA[A polícia e elementos da manifestação promovida pela plataforma 15 de Outubro envolveram-se esta tarde em confrontos junto ao Largo do Chiado, tendo provocado feridos ligeiros. Segundo testemunhas no local, os confrontos começaram quando manifestantes arremessaram objetos contra elementos da PSP junto à esplanada do...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A polícia e elementos da manifestação promovida pela plataforma 15 de Outubro envolveram-se                            esta tarde em confrontos junto ao Largo do Chiado, tendo provocado feridos ligeiros.</p>
<p>Segundo  testemunhas no local,                            os confrontos começaram quando manifestantes  arremessaram objetos contra elementos da PSP junto à esplanada do café  Brasileira,                            no Chiado.</p>
<p>Na esplanada, foram derrubadas cadeiras, mesas, chapéus-de-sol, e os clientes que se ali se encontravam                            tiveram que fugir rapidamente para não serem atingidos por objetos e pedras da calçada.</p>
<p>A  PSP reforçou a sua presença                            na manifestação com elementos das Equipas de  Intervenção Rápida (EIR), e do Corpo de Intervenção que estão a ser  apoiados                            por 10 carros que acompanham o desfile.</p>
<p>Durante os confrontos entre manifestantes e polícias, o fotojornalista da                            agência Lusa, que se encontrava no local a fazer a cobertura do acontecimento, foi agredido.</p>
<p>Já  no chão, o repórter                            fotográfico identificou-se como jornalista e  continuou a ser agredido, necessitando de assistência hospitalar.</p>
<p>Cerca                             de 150 manifestantes, entre os quais  elementos da plataforma 15 outubro, começaram a desfilar pela Av.  Almirante Reis até                            ao Rossio, em Lisboa, <a href="http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/lisboa-ovos-bancos-manifestacao-greve-geral-tvi24/1335230-4071.html" target="blank"><strong>atirando                            ovos às instalações das instituições bancárias</strong></a> por onde passavam.</p>
<p>Os  ânimos exaltaram-se junto à sede do                            Banco de Portugal na Almirante Reis, onde a  polícia foi obrigada a intervir para acalmar os manifestantes.</p>
<p>Alguns                             ovos foram atirados de propósito para pessoas  que estavam a levantar dinheiro nas caixas de multibanco das  instituições bancárias.</p>
<p>O                            percurso dos manifestantes começou por ser  acompanhado por batedores da polícia e no final, junto do Rossio,  passaram a ser                            três carros do Corpo de Intervenção.</p>
<p>Os manifestantes seguiram para a Assembleia da República para se juntarem a                            manifestação promovida pela CGTP.</p>
<p>Já no Parlamento, pelo menos uma pessoa ficou ferida.</p>
<p>Os  ânimos exaltaram-se                            enquanto Arménio Carlos discursava. No meio  da confusão, um jovem ficou ferido na cabeça e foi socorrido por uma  pessoa que                            tentou estancar a hemorragia com uma toalha.</p>
<p>Nesta manifestação estão presentes trabalhadores que reponderam ao apelo                            da CGTP e um grupo de trabalhadores precários.</p>
<p>TVI &#8211; Site</p>
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		<title>Jacque Fresco tem a solução para todos os problemas do mundo</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Feb 2012 21:54:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vozlivre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Jacque Fresco tem 96 anos e dedicou os últimos 40 ao The Venus Project, o seu plano para acabar com a fome, pobreza e guerra. O projecto mistura teorias de engenharia civil e social que, no seu melhor, lembram a utopia de Things to...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Jacque Fresco tem 96 anos e dedicou os últimos 40 ao <a href="http://thevenusproject.com/">The Venus Project</a>, o seu plano para acabar com a fome, pobreza e guerra.</p>
<p>O projecto mistura teorias de engenharia civil e social que, no seu melhor, lembram a utopia de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Things_to_Come"><em>Things to Come</em></a> e, no seu pior, a distopia de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Brave_New_World"><em>Brave New World</em></a>.  No mundo do Projecto Vénus não existe caos e tudo é planeado ao ínfimo  detalhe, mas a variedade cultural também é mais reduzida. As cidades  parecem todas desenhadas do mesmo modo, independentemente da geografia  e/ou da cultura local.</p>
<p>Mas Fresco tem a sua ideia de como redesenhar, de uma ponta a outra, o  mundo e não a compromete por nada nem ninguém. Qualquer outro projecto  ou sistema político não vai longe o suficiente na resolução dos nossos  males, por mais improvável que nos pareça que um só casal isolado na  Flórida encontre todas as soluções para os problemas criados pela  complexidade humana. Entrevistei o Fresco e a sua mulher, Roxanne  Meadows, pelo Skype. A idade não perdoa e Fresco já ouve muito mal, por  isso ela teve que lhe repetir cada uma das minhas perguntas.  Acrescentei, a pedido do casal, uma legenda por baixo de cada uma das  imagens cedidas.</p>
<p><strong>VICE: Olá Jacque. Podias explicar-nos, por palavras tuas, o que é o The Venus Project?</strong><br />
<strong>Jacque Fresco:</strong> Se queremos acabar com a guerra  precisamos de considerar este planeta como uma herança comum a toda a  humanidade. Todos os recursos do mundo precisam de ser partilhados por  todas as nações como se fossem uma só. Com as divisões de hoje, as  nações que gastam mais recursos criam problemas às restantes. Se houver  uma seca, surgem disputas territoriais pelos recursos de água. Quando os  EUA fazem guerra, não é para exportar a democracia, mas sim para obter  petróleo. E é esse o problema com todas as nações, são todas corruptas.  Temos que nos unir e partilhar os recursos da Terra. Afinal, como é que  os EUA conseguiram o seu território? Roubaram-no aos índios. E os  ingleses, que diziam que o Sol nunca se punha no seu império? Como é que  eles tinham colónias em todos os continentes? Todas as nações roubaram  território às outras.</p>
<p>Temos que eliminar o sistema monetário e passar para uma economia  baseada nos recursos. Se utilizarmos o dinheiro como modo de troca,  acabamos por conseguir comprar políticos, vender droga e comprar  recursos a outros países. Tem que se fazer um estudo sobre os recursos  disponíveis e, a partir daí, estudar a melhor forma de os utilizar em  conjunto, tendo toda a gente acesso às necessidades básicas para  sobreviver. Até a Bíblia diz que o amor pelo dinheiro é a raiz de todos  os males. Por isso, quando alguém diz que é impossível criar um sistema  não-monetário, eu respondo que até Jesus disse “assim na Terra, como no  Céu”. No Céu não há dinheiro, nem propriedade — pública ou privada. Não  existem classes, nem exploração.</p>
<p>E até chegarmos ao nosso sistema, vai haver problemas. As indústrias  apostam cada vez mais na automação de processos, o que levará milhões  para o desemprego. E esses desempregados vão ficar sem dinheiro, o que  levará o sistema monetário a colapsar. Nenhum político no mundo é capaz  de solucionar este problema. Os nossos problemas já não são políticos.  São técnicos. Em vez de treinarmos soldados para serem máquinas de  guerra, deveríamos envia-los de volta para a escola para se tornarem  solucionadores de problemas. Temos muitos problemas: cancro, doenças  cardíacas, tornados. Precisamos de os resolver e para isso precisamos de  técnicos, não de políticos. Não vás só pelo que te digo, pergunta  directamente a um político: como acabamos com a guerra? Eles não sabem.  Como podemos produzir mais comida? Não sabem. Não sabem nada. Pergunta e  verás.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-29573" href="http://www.vozlivre.org/?attachment_id=29573"><img src="http://www.viceland.com/blogs/pt/files/2012/02/fresco6.jpg" alt="" width="610" height="308" /></a><em>Design por Jacque Fresco. Mais em thevenusproject.com</em></p>
<p><strong>E como pensas colocar este plano em prática?</strong><br />
A única forma é fazer aquilo que estás a fazer. Gravar e apresentar  isto, contar o plano às pessoas. E se as pessoas não entenderem isto,  tenho pena do que acontecerá. Estamos a caminho da aniquilação nuclear,  da destruição ambiental. Eu quero mostrar que não somos um partido  político, mas que temos uma solução para os problemas através da ciência  e da tecnologia. O método científico, no The Venus Project, é aplicado à  Terra, às suas capacidades, de forma a determinarmos o número óptimo de  pessoas que podem viver no planeta. Se produzirmos mais pessoas do que  aquelas que os recursos do planeta podem suportar, só vamos ter  problemas. Digo às pessoas aquilo que elas podem conseguir com este  projecto: um mundo sem exércitos, polícias ou políticos.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-29571" href="http://www.vozlivre.org/?attachment_id=29571"><img src="http://www.viceland.com/blogs/pt/files/2012/02/fresco3.jpg" alt="" width="610" height="413" /></a><em>Design por Jacque Fresco. Mais em thevenusproject.com</em></p>
<p><strong>Como é que eu posso ter a certeza que a única solução é esta que propões?</strong><br />
Não conheço mais nenhuma organização que apresente soluções para estes  problemas. Só falam de decência e de honestidade. Mas como é que se  consegue unir as pessoas? Não passam de pessoas com boas intenções, que  falam de justiça social e mercado justo. Nada disso é realista.<br />
<strong>Roxanne Meadows:</strong> Todos tentam resolver os problemas dentro do sistema monetário, dentro do sistema que é a causa do problema.<br />
<strong>Jacque:</strong> Não teremos exércitos, nem leis. Todas as  condicionantes do comportamento dos humanos surgem da sociedade em que  vivem: se nasceste numa tribo de caçadores de cabeças na Amazónia, vais  acabar por ser um caçador de cabeças; se nascesses na Alemanha nos anos  30 e não tivesses acesso a livros ou qualquer coisa de fora, também  serias nazi. Não se pode culpar as pessoas, a cultura é que as força a  comportarem-se dessa forma. Por isso vamos planear uma cultura onde as  pessoas serão educadas na ciência e na sua relação com a natureza, como  comunicar uns com os outros… Até a linguagem que utilizamos foi  inventada há séculos e limita-nos o diálogo com outros povos. A escola  só te informa das coisas da tua cultura. Torna-te patriótico em relação a  essa cultura, mas todas as culturas são corruptas. E enquanto a guerra  for lucrativa, não irá acabar. Há quem enriqueça a vender equipamento  para os exércitos. A guerra é o maior falhanço das nações. Encurtar as  diferenças entre os povos não enriquece ninguém, por isso ninguém está  interessado. Gostava que as pessoas fossem mais inteligentes, para  saberem estas coisas, mas nas escolas não se ensina isso.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-29572" href="http://www.vozlivre.org/?attachment_id=29572"><img src="http://www.viceland.com/blogs/pt/files/2012/02/fresco5.jpg" alt="" width="610" height="335" /></a><em>Design por Jacque Fresco. Mais em thevenusproject.com</em></p>
<p><strong>Como é que financiam o The Venus Project?</strong><br />
Financiamos este projecto sozinhos há 25 anos. Tenho trabalhado para  fora e juntado o suficiente. A Roxanne trabalhou como arquitecta, mas  depois da crise do <em>subprime</em> é dificil para ela encontrar emprego.<br />
<strong>Roxanne:</strong> Não temos nenhum financiamento externo. Desde  que fiquei desempregada que só angariamos dinheiro com as vendas dos  nossos livros e filmes, por isso todo o dinheiro vai para a divulgação  do projecto para conseguirmos escrever mais livros e realizar mais  filmes.<br />
<strong>Jacque:</strong> Construímos dez edifícios sozinhos. A Roxanne fez o cimento sozinha.<br />
<strong>Roxanne:</strong> Temos mais de 400 modelos e, até há pouco  tempo, havia voluntários que faziam animações para os nossos filmes a  partir dos nossos desenhos. Estamos também a pedir doações para um  filme, que achamos que será a melhor forma de divulgar o nosso projecto  ao público.</p>
<p><strong>E qual foi a razão da vossa zanga com o <a href="http://www.thezeitgeistmovement.com/">Zeitgeist Movement</a>?</strong><br />
<strong>Jacque:</strong> O Peter Joseph mostrou bem os problemas do  nosso país, dos bancos, do sistema da Reserva Federal e etc, mas quando  lhe perguntavam como resolver esses problemas ele não sabia o que dizer.  Então a Roxanne mandou-lhe o nosso livro e ele veio-nos visitar e disse  que ia tornar o Zeitgeist numa continuação do The Venus Project, mas  nunca nos perguntou se concordávamos com isso.<br />
<strong>Roxanne:</strong> Não foi uma cooperação, ele apropriou-se do  trabalho do Jacque e divulgou-o como se fosse algo do Zeitgeist. E  depois começou a levar as coisas para direcções diferentes das nossas.  Ele divulgava os nossos desenhos e muitas das nossas ideias, mas  descartava outras e nós não queríamos o nosso nome envolvido naquilo.  Nunca tivemos nenhum apoio do Zeitgeist quando andámos a dar palestras.  As pessoas pensavam que estávamos a trabalhar juntos, mas não era uma  colaboração a sério.<br />
<strong>Jacque:</strong> Nós temos soluções. Só mostrar o que está  errado não muda nada. Protestos não mudam nada. Se tens um movimento de  alternativa, tens que apresentar soluções alternativas.<br />
<strong>Roxanne:</strong> Só és útil se tiveres os planos e o conhecimento para tornar as coisas reais.<br />
<strong>Jacque:</strong> Trabalho nisto há 70 anos, é muito tempo. O Joseph apareceu a pensar que já sabia tudo.<br />
<strong>Roxanne:</strong> Ele fez um bom filme, mas não tem um <em>background</em> como o do Jacque, não tem o que é preciso para tornar isto realidade.<br />
<strong>Jacque:</strong> Já trabalhei com casas, aviões, automóveis. Sei como tornar isto realidade.<br />
<strong>Roxanne:</strong> E o Jacque trabalhou com pessoas para as tentar mudar também.<br />
<strong>Jacque:</strong> Cheguei a juntar me ao Ku Klux Klan e, num mês,  consegui dissolver o grupo. [NDR: Perguntei-lhes mais sobre este  episódio por e-mail, mas só me mandaram <a href="http://www.tvpmagazine.com/2012/01/the-immaculate-pig-experiment-by-jacque-fresco/">este link</a> como resposta. Resumindo: parece que ele convenceu um pessoal do KKK de que estavam errados através de um mostra-e-conta.]</p>
<p><strong>Muitos dos bairros planeados em França no pós-guerra também  aplicavam conceitos de arquitectura radicalmente diferentes do que  existia até à altura, mas em vez de solucionarem os problemas que  existiam, trouxeram uma maior taxa de criminalidade e uma maior  alienação aos seus habitantes. Não acham que o mesmo pode acontecer com o  vosso plano?</strong><br />
O que propomos não tem nada que ver com os projectos de arquitectos ou  com qualquer outro sistema social já proposto. O nosso plano leva em  consideração as razões da própria existência do crime e trabalha nas  suas raízes. É natural que a transição não seja calma, mas, no fim, a  direcção do The Venus Project trará muito menos corrupção, stress e  comportamentos aberrantes em comparação com qualquer outro sistema que  possamos imaginar.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-29570" href="http://www.vozlivre.org/?attachment_id=29570"><img src="http://www.viceland.com/blogs/pt/files/2012/02/fresco2.jpg" alt="" width="610" height="343" /></a><em>Design por Jacque Fresco. Mais em thevenusproject.com</em></p>
<p><strong>Qual é a vossa opinião sobre as <em>smart cities</em> já em construção, como o <a href="http://living-planit.com/planit_valley.htm">Planit Valley</a> cá em Portugal?</strong><br />
A tecnologia é promissora, mas o desenho da cidade é caótico e não muito eficiente a nível energético.</p>
<p><strong>Para terminar: há algum trabalho de ficção cientifica que tenha inspirado as vossas ideias?</strong><br />
<strong>Roxanne:</strong> O Jacque costumava dar palestras a escritores  de ficção científica na Califórnia. Diria mais que foi ele a inspirar  esses escritores e não o contrário.</p>
<p>ENTREVISTA POR LUÍS LAGO<br />
IMAGENS POR THE VENUS PROJECT</p>
<div>Read the rest at Vice Magazine: <a href="http://www.viceland.com/blogs/pt/2012/02/09/jacque-fresco-tem-a-solucao-para-todos-os-problemas-do-mundo/#ixzz1nL4FgMAB">JACQUE FRESCO TEM A SOLUÇÃO PARA TODOS OS PROBLEMAS DO MUNDO &#8211; Vice PT</a></div>
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		<title>Dívida Externa e Bancarrota: As lições da Argentina e da Islândia</title>
		<link>http://www.vozlivre.org/2012/02/divida-externa-e-bancarrota-as-licoes-da-argentina-e-da-islandia/</link>
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		<pubDate>Fri, 24 Feb 2012 21:53:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vozlivre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Portugal entrou – de facto – em Bancarrota em abril de 2011. O pedido de “ajuda” ao FMI/FEEF/BCE sucedeu em decurso desse processo, e vivemos hoje de facto, já nessa situação concecional. Portugal iludiu essa bancarrota transferindo essa dívida para uma dívida à Troika. Daqui...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal entrou – de facto – em Bancarrota em abril de 2011. O pedido  de “ajuda” ao FMI/FEEF/BCE sucedeu em decurso desse processo, e vivemos  hoje de facto, já nessa situação concecional. Portugal iludiu essa  bancarrota transferindo essa dívida para uma dívida à Troika. Daqui a  dois anos, quando a “ajuda” acabar, não é crível que Portugal esteja  pronto para dispensar novo endividamento, nem que esteja pronto para  começar a amortizar a divida anterior. Pelo contrario, em 2013 a opção  de declarar bancarrota tornara a estar sobre a mesa.</p>
<p>Importa assim estudar o que se passou na Argentina em 2000 e 2001. O  que aconteceu com a bancarrota argentina e qual é a situação atual de um  país que em 2000 parecia completamente acabado?</p>
<p>A Grécia – depois de muita volta e revolta – acabou por conseguir um  perdão de 50% da sua dívida. A Argentina em 2000 decidiu unilateralmente  não pagar a sua. Os efeitos foram os mesmos, mas em escala diversa… O  governo Passos Coelho mantém o discurso “politicamente correto” do “bom  aluno” e recusar qualquer Incumprimento. Mas importa descartar os dogmas  que nos são atirados para os olhos a partir do norte da Europa e que  interessam aos banqueiros holandeses, austríacos e alemães, mas que  colidem com o supremo (?) interesse nacional português.</p>
<p>Mas há alternativa. Há sempre o exemplo Argentino. Em 2000, o país  sul-americano declarou a sua incapacidade de pagar a dívida externa de  95 mil milhões de dólares e recusou a proposta “ajuda” do FMI que a  Europa impôs a Portugal. Foi o fim da economia argentina? Não. Desde  então o país não tem parado de recuperar, ano após ano. Esta coragem  (que faltou a Sócrates e a Passos) demonstrada pela presidente Cristina  Kirschner, agora reeleita, e antes pelo seu marido, Néstor criaram as  bases para uma economia saudável, prospera e resiliente. Desde 2000, o  PIB cresceu 94%, muito acima de qualquer uma das economias regionais. A  pobreza conheceu uma descida sem precedentes, caindo 4 pontos  percentuais para 21.5%, quase o mesmo que a muito badalada economia  brasileira com o seu índice de 21.4% (dados de 2009) e muito melhor que o  México com os seus humilhantes 51.3%.</p>
<p>Cumprindo um percurso diametralmente oposto ao português, a Argentina  triplicou as despesas sociais, a desigualdade de rendimentos (onde  Portugal é um dos 3 piores exemplos europeus) caiu para metade. Hoje, na  Argentina, os 5% mais ricos ganham 17 vezes que a media dos cidadãos.  Em 2000, ganham<br />
34 vezes.</p>
<p>O exemplo argentino desfaz desde logo um mito: que uma Recessão  criada por uma crise financeira implica sempre uma recuperação lenta e  plena de sacrifícios. Depois do incumprimento, a Argentina esteve apenas  3 meses em recessão. Portugal deverá estar pelo menos 3 anos. Com  sorte. Em 2003, a economia estava já em regime de cruzeiro e assim  permaneceu até aos dias de hoje.</p>
<p>Portugal deve assim contemplar a via argentina. E de seguida, olhar  para a grega: Três anos depois da “ajuda” da Troika, a Grécia contraí a  uma média de 5% por ano.</p>
<p>Não serei, contudo, demagogo. A via argentina deve ser ponderada, mas  riscos. Desde logo, implica um afastamento automático dos Mercados  financeiros por um prazo que nunca será inferior a dez anos. É também  seguro que no dia em que o Incumprimento for declarado o valor real do  dinheiro depositado ou investido em Fundos cairá entre 50% a 75%. Há  indícios de que alguns números oficiais do governo de Buenos Aires podem  estar “apimentados”, como os da inflação e é por isso mesmo que país  está no top 25 do Clube da Bancarrota…</p>
<p>Não olhemos assim para a Argentina com uma visão excessivamente  cor-de-rosa e otimista. Mas cruzêmo-lo com o algo semelhante exemplo  islandês. Na Islândia, a tremenda dívida da Banca não foi absorvida  pelos contribuintes. A economia também recuperou de forma robusta e  estável e o desemprego está em queda depois da declaração de  Incumprimento. O país investiu de novo no setor produtivo (o mesmo que  Cavaco mandou desmantelar) e liberto de uma dívida impagável e do seu  pesado serviço de divida pode refinanciar essa recuperação.</p>
<p>Daqui se conclui que alem da opção “mais dívida”, transferindo a  divida externa para “dívida à troika”, sem mudar realmente o seu peso,  nem a estrutura inquinada da economia, não vai resolver nada. Cedo ou  tarde, chegara o momento de declarar bancarrota. E então, as lições  (boas e mas) da Argentina e da Islândia têm que ser aprendidas.</p>
<p>Fonte:<br />
<a href="http://economico.sapo.pt/noticias/o-que-pode-a-grecia-aprender-com-o-default-argentino_129803.html" target="_blank">http://economico.sapo.pt/noticias/o-que-pode-a-grecia-aprender-com-o-default-argentino_129803.html</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>1984: Mass surveilance map lançado pelo Wiki-Leaks</title>
		<link>http://www.vozlivre.org/2012/01/o-mapa-da-vigilancia/</link>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 00:19:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vozlivre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[O mapa elaborado pelo Wiki-leaks do mundo sobre vigilância http://wikileaks.org/The-Spyfiles-The-Map.htm Este artigo abaixo encontra-se em resistir.info e ciperchile.cl, tradução de Guilherme Coelho A mais recente revelação da organização dirigida por Julian Assange põe a nu o negócio milionário das empresas de segurança que converteram o...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.vozlivre.org/wp-content/uploads/2012/01/vigilancia.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1227" title="vigilancia" src="http://www.vozlivre.org/wp-content/uploads/2012/01/vigilancia-300x202.jpg" alt="" width="300" height="202" /></a>O mapa elaborado pelo Wiki-leaks do mundo sobre vigilância <a href="http://wikileaks.org/The-Spyfiles-The-Map.html">http://wikileaks.org/The-Spyfiles-The-Map.htm</a></p>
<p>Este artigo abaixo encontra-se em resistir.info e ciperchile.cl, tradução de Guilherme Coelho</p>
<p>A mais recente revelação da organização dirigida 							por  							<a href="http://www.cubadebate.cu/etiqueta/julian-assange/" target="_new"> Julian Assange</a> põe a nu o negócio milionário das 							empresas de segurança que converteram o seu negócio na nova 							indústria de espionagem maciça que alimenta sistemas de 							espionagem governamentais e privados. A última entrega de  							<a href="http://www.cubadebate.cu/etiqueta/wikileaks/" target="_new"> Wikileaks</a> fornece os nomes das empresas que, em diferentes países, interceptam 							telefones, rastreiam mensagens de texto, reconstroem a navegação 							na Internet e identificam inclusive, as vozes de indivíduos sob 							vigilância. Tudo isso é feito de forma maciça com softwares 							que são vendidos a governos democráticos e a ditaduras.</p>
<p>Poderia dizer-se que se trata de um mau filme, mas os sistemas de 							intercepção maciça fabricados por empresas ocidentais e 							usados, entre outros objectivos, contra adversários políticos, 							são mesmo uma realidade. A 1 de Dezembro,  							<a href="http://mirror.wikileaks.info/" target="_new"> <strong>Wikileaks</strong></a> começou a 							publicar um banco de dados de centenas de documentos provenientes de cerca de 							160 empresas do sector de vigilância dos cidadãos.</p>
<p>Em colaboração com  							<em> Budget Planet et Privacy International, </em> bem como meios de comunicação de seis países –  							<em> L&#8217; ARD </em> na Alemanha,  							<em> Le Bureau of Investigative Journalism </em> na Grã-Bretanha,  							<em> The Hindu </em> na Índia,  							<em> L&#8217;Espresso, </em> em Itália,  							<em> OWMI </em> em França e  							<em> Washington Post </em> nos EUA, – Wikileaks expõe à luz do dia essa 							indústria secreta cujo crescimento explodiu após o 11 de Setembro 							de 2001, representando milhares de milhões de dólares em cada ano.</p>
<p>Desta vez Wikileaks publicou 287 trabalhos, mas o projecto  							<strong> &#8220;Um mundo sob vigilância&#8221; </strong> está lançado e novas informações serão 							publicadas esta semana e no próximo ano.</p>
<p>As empresas internacionais de vigilância estão localizadas nos 							países que têm as mais refinadas tecnologias. Elas vendem a sua 							tecnologia a todos os países do mundo. Esta indústria, na 							prática, não está regulamentada. As agências de 							espionagem, as forças militares e as autoridades policiais são 							capazes de interceptar massivamente, sem serem detectadas e no maior segredo, 							os telefonemas, tomar o controle de computadores, mesmo sem que os fornecedores 							das redes acesso se apercebam ou façam algo para o impedir. A 							localização de utentes pode ser seguida passo a passo, se usarem 							um telefone celular, mesmo se este estiver desligado.</p>
<p>Os dossiers de  							<strong> &#8220;Um Mundo Sob Vigilância&#8221; </strong> de Wikileasks estão acima do simplismo dos &#8220;bons países 							ocidentais&#8221;, exportando as suas tecnologias para os &#8220;pobres 							países em vias de desenvolvimento&#8221;. Empresas ocidentais 							também vendem um vasto catálogo de equipamento de 							vigilância para as agências de espionagem orientais.</p>
<p>Nas histórias clássicas de espiões, as agências de 							espionagem, tais como MI5, DGSE, colocam sob escuta o telefone de uma ou duas 							pessoas que interessem. Durante os últimos 10 anos a vigilância em 							massa tornou-se uma norma. Sociedades de espionagem, como a VASTech, têm 							secretamente vendido equipamentos que gravam de forma permanente chamadas 							telefónicas de países inteiros. Outros registam a 							posição de todos os telemóveis de uma cidade, com uma 							precisão de 50 metros. Sistemas capazes de afectar a integridade de 							pessoas numa população civil que usa Facebook, ou que tem um 							smartphone estão à venda neste mercado de espionagem.</p>
<p><strong> VENDA DE FERRAMENTAS DE VIGILANCIA A DITADORES </strong></p>
<p>Durante a primavera árabe, quando os cidadãos derrubaram 							ditadores no Egipto e Líbia encontraram câmaras de escuta onde, 							com equipes britânicas da Gamma, os franceses da Amesys, os sul-africanos 							da  VASTech ou os chineses de ZTE, seguiam os seus mais pequenos movimentos 							on-line e por telefone.</p>
<p>Empresas de espionagem, tais como SS 8 nos Estados Unidos, Hacking Team na 							Itália e VUPEN na França, fabricam vírus (Troianos) que 							invadem computadores e telefones (incluindo iPhones, Blackberry e Android), 							assumindo o seu controle e gravação de todos os seus usos, 							movimentos e até mesmo imagens e sons da sala onde os usuários 							estão. Outras sociedades, como a  Phoenexia da República Checa, 							colaboram com os militares para criar ferramentas para análise de voz. 							Elas identificam os indivíduos e determinam o seu sexo, idade e 							nível de stress e, assim, seguem-nos através de suas &#8220;faixas 							vocais.&#8221; Blue Coat nos EUA e Ipoque na Alemanha, vendem as suas 							ferramentas aos governos de países como China e Irão para impedir 							os seus dissidentes de se organizar pala Internet.</p>
<p>Trovicor uma subsidiária da Nokia Siemens Networks, forneceu  ao governo 							do Bahrein tecnologia de escuta que lhe permitiu seguir a pista  do defensor 							dos direitos humanos Abdul Ghani Al Khanjar. Foram mostrados detalhes de 							conversas a partir do seu telefone pessoal, que datam de antes de ter sido 							interrogado e espancado durante o inverno de 2010 e 2011.</p>
<p><strong> EMPRESAS DE VIGILANCIA PARTILHAM AS SUAS BASES COM ESTADOS </strong></p>
<p>Em Junho de 2011, o NSA inaugurou um sítio no deserto de Utah para o 							armazenamento para sempre de terabytes das bases de dados tanto americanas como 							estrangeiras, a fim de poder analisá-las em anos futuros. Toda a 							operação teve um custo de US$1,5 mil milhões.</p>
<p>As empresas de telecomunicações estão dispostas a revelar 							as suas bases de dados dos seus clientes às autoridades de qualquer 							país. Os principais noticiários mostraram como, durante os 							confrontos em Agosto na Grã-Bretanha, a Research In Motion (RIM), que 							comercializa as Blackberry, propôs ao governo identificar os seus 							clientes. RIM tem estado envolvido em negociações semelhantes com 							os governos da Índia, Líbano, Arábia Saudita e Emirados 							Árabes Unidos, propondo-lhes  compartilhar as suas bases de dados 							extraídas do sistema de mensagens do Blackberry.</p>
<p><strong> TRANSFORMAR AS BASES DE DADOS EM ARMAS PARA MATAR INOCENTES </strong></p>
<p>Existem muitas empresas que comercializam actualmente software de 							análise de bases de dados, transformando-os em poderosas ferramentas 							utilizadas por militares e agências de espionagem. Por exemplo, em bases 							militares dos EUA, pilotos da Força Aérea usam um joystick e um 							monitor de vídeo para pilotar os &#8220;Predator&#8221;, aviões 							não tripulados durante as missões de vigilância no 							Médio Oriente e Ásia Central. Estas bases de dados estão 							acessíveis aos membros da CIA que se servem delas para lançar 							mísseis &#8220;Hellfire&#8221;, sobre os seus alvos.</p>
<p>Os representantes da CIA têm adquirido software que lhes permite 							instantaneamente correlacionar os sinais de telefone com faixas vocais para 							determinar a identidade e a localização de um indivíduo. A 							empresa Intelligence Integration Systems Inc. (IISI), sediada no Estado de 							Massachusetts (EUA), vende software para esse fim – &#8220;análise 							com base na posição&#8221;,–  chamado &#8220;Geospatial 							Toolkit&#8221;. Outra empresa, a Netezza, também de Massachusetts, que 							comprou este software com o objectivo de analisar o seu funcionamento, vendeu 							uma versão modificada à CIA, destinada a equipar aviões 							pilotados remotamente.</p>
<p>A IISI, que diz ter o seu software uma margem de erro de 12 metros, processou a 							Netezza para impedir a utilização deste software. O criador da 							sociedade IISI, Rich Zimmerman, disse a um tribunal que ficou &#8220;chocado e 							surpreso com o fato de que a CIA teria um plano para matar pessoas com o meu 							software, que nem funciona.&#8221;</p>
<p><strong> UM MUNDO ORWELLIANO </strong></p>
<p>Em todo o mundo fornecedores mundiais de instrumentos de vigilância em 							massa ajudam as agências de espionagem a espiar os cidadãos e os 							&#8220;grupos de interesse&#8221; em larga escala.</p>
<p><strong> COMO NAVEGAR PELOS DOCUMENTOS DE &#8220;UM MUNDO SOB VIGILÂNCIA? </strong></p>
<p>O projecto &#8221; 							<strong> Um mundo sob Vigilância </strong> &#8221; da Wikileaks revela, até ao pormenor, as empresas que 							estão fazendo milhares de milhões na venda de sistemas refinados 							de vigilância para os governos, ignorando as leis de 							exportação e ignorando  de forma sobranceira que os regimes a 							quem vendem são ditaduras que não respeitam os direitos humanos.</p>
<p>Para pesquisar estes documentos, clique no local escolhido no mapa na esquerda 							da página para obter a lista por tipo, empresa, data ou palavra-chave.</p>
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		<title>China vai baixar taxa de reservas exigidas aos bancos</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 23:46:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vozlivre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Os bancos comerciais chineses vão poder em 2012, emprestar dinheiro até ao infinito com a medida expansionista ditada pelo &#8220;The People&#8217;s Bank Of China&#8221;, como se este banco central monopolizando a moeda do país, fosse escolhido pelo seu povo. Na imprensa* passa a ideia errada...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.vozlivre.org/wp-content/uploads/2012/01/bank-of-china.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1213" title="bank-of-china" src="http://www.vozlivre.org/wp-content/uploads/2012/01/bank-of-china-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></a>Os bancos comerciais chineses vão poder em 2012, emprestar dinheiro até ao infinito com a medida expansionista ditada pelo &#8220;The People&#8217;s Bank Of China&#8221;, como se este banco central monopolizando a moeda do país, fosse escolhido pelo seu povo.</p>
<p>Na imprensa* passa a ideia errada que cada empréstimo que um banco comercial faz, é fazendo uso dos depósitos do banco&#8230; Nada mais errado, o novo dinheiro emprestado é simplesmente digitado num computador, adicionando mais dinheiro/dívida ao sistema, com juros.</p>
<p>Ora, se já estamos sobre-endividados faz sentido pedir outro empréstimo?<br />
Se todo o dinheiro é criado a partir de empréstimos, com juros anexados, onde vem o dinheiro para pagar os juros do empréstimo da troika, e anteriores?<br />
Com um novo empréstimo.<br />
Quando chegarmos aos infinitivos da economia, aos da inflação, continuaremos a reportar esta situação.</p>
<p>*Na noticia &#8220;<em>Media Capital refinancia dívida com bancos</em>&#8221; perceberão o silêncio da imprensa e o poder oculto dos banqueiros internacionais.</p>
<p>O Voz Livre recomenda a visualização do documentário <em>&#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=VWJTGCw6JoY">The Secret of Oz</a>&#8220;</em> de 2009 de Bill Still, para entender com profundidade o funcionamento do sistema bancário e monetário.</p>
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		<title>Media Capital refinancia dívida com bancos</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 23:42:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vozlivre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Voz Livre (Jornal)]]></category>

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		<description><![CDATA[Retirado de www.agenciafinanceira.iol.pt &#8220;A Prisa chegou a acordo com 35 bancos para refinanciar a totalidade da sua dívida. Em comunicado, o grupo espanhol que controla a Media Capital diz que este acordo representa um apoio ao processo de reestruturação e sublinha a confiança no seu...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Retirado de <a href="http://www.agenciafinanceira.iol.pt/empresas/prisa-media-capital-divida/1312185-1728.html">www.agenciafinanceira.iol.pt</a><a href="http://www.vozlivre.org/wp-content/uploads/2012/01/TV-escola.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1206" title="TV-escola" src="http://www.vozlivre.org/wp-content/uploads/2012/01/TV-escola-241x300.jpg" alt="" width="241" height="201" /></a></p>
<p><em>&#8220;A Prisa chegou a acordo com 35 bancos para refinanciar a totalidade da  sua dívida. Em comunicado, o grupo esp</em><em>anhol que                                           controla a Media Capital diz  que este acordo representa um apoio ao processo de reestruturação e  sublinha a confiança no seu                                           futuro.</em></p>
<p><em>«A flexibilidade financeira proporcionada pela nova estrutura                                           permitirá à Prisa  concentrar-se no desenvolvimento dos seus negócios e no processo de  reestruturação em que se encontra mergulhada,                                           com especial ênfase nas  tecnologias digitais», refere o comunicado do grupo espa</em><em>nhol, que  controla também a <strong>Agência Financeira</strong>.&#8221; &#8221;<br />
</em></p>
<p>Detêm os seguintes títulos/marcas:</p>
<p><strong>TV</strong></p>
<ul>
<li>TVI</li>
<li>TVI24</li>
<li>TVI Internacional</li>
<li>Plural Entertainment</li>
</ul>
<p><strong>Rádio</strong></p>
<ul>
<li>Rádio Comercial</li>
<li>Star FM</li>
<li>Cidade FM</li>
<li>M80</li>
<li>Best Rock FM</li>
<li>Vodafone FM</li>
<li>Mix FM</li>
<li>Cotonete</li>
</ul>
<p><strong>Imprensa</strong></p>
<ul>
<li>Lux</li>
<li>Lux Woman</li>
<li>Maxmen</li>
</ul>
<p><strong>Internet</strong></p>
<ul>
<li>IOL</li>
<li>Portugal Diário</li>
<li>Agência Financeira</li>
<li>MaisFutebol</li>
</ul>
<p><strong>Música</strong></p>
<ul>
<li>FAROL</li>
</ul>
<p><strong>Cinema e Vídeo</strong></p>
<ul>
<li>CLMC</li>
</ul>
<p>Criticam às vezes as corporações e governos. Criticam os bancos de maneira superficial (não expõem a politica monetária do BCE nem dos bancos comerciais), não admira que os órgãos de comunicação social não exponham todos os pontos de vista.<br />
Porque casos desobedeçam ficam insolventes na semana a seguir, indo  à falência e para o desemprego. Estão totalmente controlados directamente pelo sistema bancário.</p>
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